Hiperinflação - Vamos aprender sobre a história do nosso mercado?
- rafaelvalioico
- 26 de set.
- 2 min de leitura

Nos anos 80 e início dos 90, o Brasil vivia um dos piores cenários econômicos da sua história: a hiperinflação. Isso significa que os preços subiam de forma descontrolada, muitas vezes várias vezes no mesmo dia. O que custava R$10 de manhã podia custar R$12 à tarde. As pessoas corriam ao mercado assim que recebiam o salário porque, no dia seguinte, ele já valia menos.
A inflação acumulada chegou a mais de 2.000% ao ano. Para você ter uma ideia, algo que custava R$10 em janeiro poderia custar mais de R$200 em dezembro. Guardar dinheiro era inútil, planejar o futuro era impossível e a sensação de instabilidade dominava o país.
Foi nesse caos que surgiu, em 1994, o Plano Real. Ele não foi apenas a criação de uma nova moeda, mas um conjunto de medidas coordenadas. No lado fiscal, o governo passou a controlar gastos públicos e buscar equilíbrio nas contas; no lado monetário, foi criada uma moeda de transição (a URV) que estabilizou preços antes do nascimento do real, além de políticas de juros mais rigorosas para conter o excesso de dinheiro em circulação. Essa combinação desmontou a espiral inflacionária e trouxe estabilidade inédita.
Entre os nomes centrais do Plano Real estava o economista Gustavo Franco, co-fundador da Rio Bravo, que ajudou a desenhar e implementar a nova moeda. Gustavo Franco foi um dos principais arquitetos da estratégia que conseguiu domar a hiperinflação e abrir caminho para a economia moderna do Brasil.
O Plano Real não apenas controlou os preços. Ele devolveu ao país a capacidade de sonhar, planejar e crescer. Para quem hoje tem a possibilidade de pensar em carreira, investimentos ou futuro, é importante lembrar: tudo isso só foi possível porque um dia o Brasil conseguiu derrotar o inimigo invisível da hiperinflação.


